Vencedor de Cannes, “Parasite” mostra lacuna entre famílias ricas e pobres, diz diretor

Por: Reuters

O diretor sul-coreano de “Parasite”, o filme sombriamente cômico que recebeu a Palma de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Cannes deste ano, descreveu sua produção nesta terça-feira como “um retrato franco dos ricos e dos pobres”.

“Parasite” é um suspense perversamente bem-humorado sobre as lutas de classe na Coreia do Sul moderna, e acompanha uma família de quatro pessoas caída em desgraça que consegue empregos em um lar de ricos.

“Acho que estamos tocando na cortesia com seres humanos, na dignidade humana”.

“A pessoa se tornar parasitária, ou simbiótica e coexistente no melhor sentido, acho que pode depender de quanta cortesia se mostra aos seres humanos”, disse o diretor Bong Joon-ho em uma coletiva de imprensa em Seul.

A decisão unânime de dar o prêmio principal de Cannes a “Parasite” no sábado se deu em parte à sua mistura inesperada de gêneros, já que a história sombriamente cômica se desdobra em um suspense com toques de violência.

Foi a primeira Palma de Ouro concedida a um filme sul-coreano.

Bong disse que concebeu e começou a escrever “Parasite” em 2013, quando filmava o criticamente aclamado “Expresso do Amanhã”, estrelado por Chris Evans e Tilda Swinton.

Os dois filmes retratam os ricos e os pobres, mas em vez de o cenário de ficção científica de “Expresso do Amanhã”, Bong disse ter concentrado “Parasite” em duas famílias, uma pobre e uma rica, para mostrar a disparidade de renda através da “unidade mais básica de nossas vidas”.

“Todos nós temos famílias, mas todas elas são diferentes”.

As ações da produtora do título, Barunson Entertainment & Arts, ampliaram ganhos para subir 20% nesta terça-feira em relação fechamento anterior, comparado com ganho de 1,9% no índice KOSDAQ.

“Parasite” estreiará na Coreia do Sul em 30 de maio, na França em 5 de junho e na América do Norte em novembro, informou a distribuidora CJ ENM nesta terça-feira.