Os limites que o presidente americano não tem, cada dia incomoda mais

Jogadores do Baltimore Ravens se ajoelham durante a execução do hino

Falar sobre o que representa a figura de Donald Trump na presidência os EUA, é chover no molhado, visivelmente estamos retrocedendo cada dia que passa e não consigo ver perspectivas para os próximos quatro anos.
Mas o que ocorreu no último final de semana na NLF foi uma luz no fim do túnel, talvez apenas uma fumaça, mas aos menos me passou a sensação de que não estou só.
A velha máxima de que todo canalha se apega no patriotismo quando não tem argumentos para justificar suas atrocidades se aplica perfeitamente no comportamento do atual presidente americano. Veja bem, isso não significa que ser patriota é sinônimo de canalhice, mas é um fato que o patriotismo foi usado como argumento para inúmeras atrocidades que ocorreram durante a história.
Usar o argumento de que se ajoelhar durante o hino é um desrespeito com a bandeira é tão covarde quanto se omitir diante de inúmeros casos de assassinatos, abusos policiais contra negros e principalmente, minimizar a passeata nazista (em Charlottesville) como se aquilo fosse uma simples manifestação democrática.
Na visão do Apresentador/Presidente, é direito do cidadão, matar, torturar, mas protestar contra tais atrocidades é o grande problema.

Em Detroit, até mesmo o cantor do hino nacional, Rico LaVelle, um artista local, se ajoelhou após terminar de cantar.

Quando quase todas as franquias se juntam para protestar, inclusive pessoas que apoiaram o atual presidente como o dono do Dallas Cowboys, Jerry Jones, certamente o homem mais poderoso da NLF e um conservador assumido, é porque algo está saindo do controle na maior democracia do mundo (isso é o que as pessoas dizem).
Se as manifestações que ocorreram na ultima semana vão se repetir e quais os efeitos que isso terá em curto prazo, é difícil dizer, porém é um fato que a imagem de todos os times ajoelhados simultaneamente em todos os estádios da liga, com certeza estará nos livros de história, seja de uma forma boa ou ruim, até porque a história é escrita e contada pelos vencedores, e ninguém sabe quais são os limites e qual será o destino dos EUA no final do governo Trump.

 

Alam Moura