Cine Clube – Marighella

Em lembrança e memória à uma referência para nossa luta hoje, a Ação Antifascista São Paulo convida para o Cine Debate com a exibição do filme de Carlos Pronzato “Marighella – Quem samba fica, quem não samba vai embora”

Fonte: Ação Antifascista São Paulo e ECLA e Toca do Saci

Em lembrança e memória à uma referência para nossa luta hoje, a Ação Antifascista São Paulo convida para o Cine Debate com a exibição do filme de Carlos Pronzato “Marighella – Quem samba fica, quem não samba vai embora”, dia 14 de dezembro de 2019 às 16h no ECLA.
Com a presença de Geraldo Jorge Sardinha, Carlos Pronzato, Paulo Gomes e Guiomar Lopes, nosso debate vai permear a História e a vida de militantes que conviveram com Marighella e a Luta Armada e organizaram juntos uma das maiores resistências à Ditadura de 1964 em nosso país.
Geraldo Jorge Sardinha, ex-preso político, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – PCBR, do Movimiento de Liberación Nacional-Tupamaros – Atualmente na coordenação da Liga Latino Americana dos Irredentos.
Paulo Gomes, ex-preso político, militante da Ação Libertadora Nacional – ALN
Guiomar Silva Lopes, ex-militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), teve como uma de suas tarefas coordenar o Grupo Tático Armado (GTA), sendo uma das mulheres que se destacou dentro da organização. Iniciou sua militância política na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, em São Paulo, e em 1969 abandonou os estudos para se dedicar exclusivamente à militância.
Em março de 1970, foi presa pela Operação Bandeirante (Oban) e levada ao prédio do DOI-Codi da rua Tutóia, em São Paulo, que funcionava nos fundos de uma delegacia. Lá, foi torturada e depois encaminhada para o Dops. Posteriormente, foi enviada ao Presídio Tiradentes, onde esteve com presas comuns e também com outras militantes, como Dilma Rousseff. Foi condenada a 15 anos de cadeia, mas a pena caiu para oito anos, dos quais cumpriu quatro, saindo em liberdade condicional. Voltou a estudar Medicina e hoje é pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Carlos Marighella nasceu em Salvador no dia 5 de Dezembro de 1911 e em 2019 faz 50 anos de seu assassinato brutal pela ditadura civil-militar-empresarial no Brasil, no dia 4 de novembro de 1969.
Político, professor, escritor e guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional – ALN – foi assassinado em uma emboscada na Alameda Casa Branca em São Paulo.
O documentário “Carlos Marighella, quem samba fica, quem não samba vai embora”, foca principalmente no período da luta armada de resistência à Ditadura Militar, de 1964 até a morte de Marighella, em dezembro de 69, e é um resguardo e instrumento de difusão da memória do deputado comunista e guerrilheiro da ALN – Ação Libertadora Nacional – Carlos Marighella (1911 – 1969). O testemunho de militantes políticos que acompanharam a trajetória de Carlos Marighella, estudiosos do tema e pesquisadores dão o tom no documentário. O seu filho, Carlinhos Marighella; o último comandante do GTA da ALN, Carlos Eugênio Clemente; os militantes da ALN, Manoel Cyrillo, Guiomar Lopes, Takao Amano, Carlos Fayal, José Luiz Del Roio, Raphael Martinelli, Rose Nogueira, Aton Fon e Antonio Carlos Fon; os historiadores Muniz Ferreira e Edileuza Pimenta; os jornalistas e escritores Emiliano José e Alipio Freire, entre outros, são alguns dos entrevistados.
O título do documentário é uma referência à carta homônima escrita por Carlos Marighella aos revolucionários de São Paulo, em dezembro de 1968. “O fundamental na organização são os grupos e a atuação de baixo para cima. Uma coordenação ativa e revolucionária leva a ação para diante. Os grupos devem unir-se de baixo para cima, a partir da ação. Podem ser feitas ações em conjunto. Todos os grupos nossos ou não nossos devem ser chamados para a ação conjunta, para ICR, seja para o que for contanto que acabe a ditadura e o imperialismo.
De todo modo, o problema é quem samba fica, quem não samba vai embora” é o trecho da carta escrita por Marighella, quase um ano antes da sua morte. Carlos Pronzato é cineasta, documentarista, diretor teatral e escritor.

Datas e horários: 14 de Dezembro às 15h

Local: ECLA e Toca do Saci

R. Abolição, 244 – Bixiga, CEP: 01319-010 – São Paulo

Preço: Grátis