Antigo aeroporto, Silverstone traz desafio diferente para pilotos

Como se já não bastassem os desafios comuns, como encontrar o melhor acerto do carro, o GP de Silverstone traz uma dor de cabeça a mais para as equipes o vento.

Como se já não bastassem os desafios comuns, como encontrar o melhor acerto do carro, prever o comportamento dos três compostos de pneus disponíveis por final de semana ou tentar entender as condições climáticas, o GP de Silverstone traz uma dor de cabeça a mais para as equipes: o vento.

Como o circuito de Silvesrtone é localizado em uma área bastante plana e aberta, que inclusive costumava ser um aeroporto militar, a ação do vento costuma ser muito mais decisiva do que em outras pistas para o desempenho do carro e exige um monitoramento contínuo das equipes.

“É algo que influencia muito”, explicou Felipe Nasr ao UOL Esporte. “O carro é muito sensível a esse tipo de vento, então isso muda o fluxo aerodinâmico. Como é um espaço muito aberto, às vezes você tem três ou quatro curvas em que o vento é frontal e em outras curvas o vento vem de trás e isso muda completamente o equilíbrio do carro.”

Segundo o piloto, a saída é ir adaptando o estilo de pilotagem a cada tipo de condição – e, para isso, a sintonia com o engenheiro é muito importante, para que o piloto se mantenha informado sobre quaisquer mudanças de direção.

“Vai muito do piloto e também da estabilidade: um carro mais estável sofre menos interferência. Você pode posicionar o carro de forma diferente na entrada das curvas, entrar com menos velocidade. Você tem de interpretar. ”

Para entender o quanto o vento influencia na performance, Felipe Massa lembra que até mesmo a turbulência de um carro que vai à frente já interfere no rendimento.

“Atrapalha demais, porque o carro da F-1 é totalmente aerodinâmico. Por que, quando você está seguindo outro carro de perto, você não tem a aderência? É porque você fica sem o vento suficiente para entrar na curva do jeito certo.”

O piloto da Williams salientou que há carros que, devido a sua configuração aerodinâmica, tendem a sentir menos o efeito do vento do que outros.

“Tem carros que conseguem ser menos influenciados, devido a detalhes de jeito projeto, do que outros. Para nós, o melhor é uma pista de mais alta velocidade, como Silverstone, o que é positivo, mas já corremos lá com muito vento e, dependendo que como for, pode ser ruim para nós também.”

As atividades para o GP da Inglaterra começam na sexta-feira, com duas sessões de treinos livres a partir das 6h e das 10h, pelo horário de Brasília. O terceiro treino livre começa às 6h do sábado e a classificação, às 9h. O GP da Inglaterra está marcado para às 9h do domingo.

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